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A missão do Espaço Nova Vida é contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação ou em risco de solidão e isolamento social, no Bairro do Girassol e Ponte da Bica, na Ramada.
sábado, 2 de junho de 2012
Construir um Projeto de Intervenção Social
A vontade de fazer é o início de qualquer projeto social. No
entanto, muitos desses projetos acabam por morrer mesmo antes de nascer, ou têm pouco
tempo de vida pois não são sustentáveis.
É essencial um bom planeamento, assim como definir metas e estratégias
e assegurar uma gestão rigorosa. Elaborar um projeto é, antes de mais,
contribuir para a solução de problemas, transformando ideias em ações.
As perguntas que se devemos fazer vão corresponder ao tipo de ação
e, por sua vez, às diversas componentes do projeto.
O
quê?
|
Se quer fazer
|
Natureza
do projeto
|
Porquê?
|
Origem
e fundamentação
|
|
Para
quê?
|
Objetivos,
finalidade
|
|
Quanto?
|
Metas
|
|
Onde
?
|
Localização
|
|
Cobertura
espacial
|
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Como?
|
Se faz
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Atividades
e tarefas
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Métodos
e técnicas
|
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Quando?
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Cronograma
|
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Para
quem?
|
Se dirige
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Destinatários
|
Quem?
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O faz
|
Recursos
Humanos
|
Com
quê?
|
Se faz
|
Recursos
materiais
|
Se custeia
|
Recursos
financeiros
|
Fonte: ANDER-EGG, Ezequiel e
AGUILAR,Maria José (1995). Cómo elaborar un proyecto, Buenos
Aires: Lúmen.
- Identificação dos problemas e diagnóstico: identificação dos problemas sobre os quais se pretende intervir e entendimento das suas causalidades.
- Definição de objetivos: clarificação das finalidades, dos objetivos gerais e objetivos específicos.
- Definição das estratégias: clarificação das grandes orientações do trabalho.
- Programação das atividades: estabelecimento das atividades, distribuição de responsabilidades e calendarização dessas atividades.
- Preparação do plano de acompanhamento e de avaliação do trabalho: estabelecimento de um plano de avaliação.
- Publicitação dos resultados e estudo dos elementos para a prossecução do projeto.
Conclusão:
A
metodologia do planeamento e avaliação associada à construção de projetos é
cada vez mais utilizada na intervenção. Elaborar um projeto requer mais do que
boa vontade. Requer não só um processo eficaz e ativo que é intelectual, mas
também uma gestão eficaz.
A
construção de um projeto é um processo com várias etapas podendo estas
apresentar-se de diferentes formas, variando a sua designação de acordo com
diferentes autores e práticas, mas cuja essência se mantém, devendo contemplar,
neste caso, os itens inerentes à intervenção.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Ramada
A Ramada é uma freguesia portuguesa do concelho de Odivelas, com 3,86 km² de área e 19 657 habitantes (2011). Densidade demográfica: 5 092,5 h/km².
Faz fronteira com as freguesias de Caneças, Famões, Odivelas
, e ainda com a freguesia de Loures, no concelho do
mesmo nome.
Esta freguesia foi criada em 25 de Agosto de 1989, (Dec.-Lei
68/89) por desmembramento da de Odivelas e da de Loures. Foi elevada a vila em 19
de Abril de 2001.
O nome Ramada surgiu a partir das armadilhas que os
pescadores punham no rio. Punham pãos cobertos de folhas e quando um peixe era
apanhado diziam que ali tinha sido feita uma ramada.
Evolução da população da Ramada (1991 – 2011)
| ||
1991
|
2001
|
2011
|
11 629
|
15 770
|
19 657
|
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A Inovação e o Empreendedorismo Social
Segundo a Stanford Graduate School of Business, a inovação
social é “uma solução nova para um problema social, que seja mais eficaz,
eficiente, sustentável, ou apenas que seja melhor do que as soluções existentes
e para as quais o valor criado reverte primeiramente para a sociedade como um
todo, e não apenas para indivíduos particulares[1]” (Phills, Deiglmeier, & Miller, 2008) . Assim, a inovação
trata do processo, e não apenas do produto final. Por um lado, os processos
organizacionais e sociais produzem inovação, através da criatividade
individual, da estrutura organizacional, do contexto ambiental, e dos factores
económicos e sociais. Por outro, a inovação manifesta-se em novos produtos e
métodos de produção. É possível, assim, entender que o processo de inovar
envolve: factores técnicos, sociais e económicos; o produto ou a invenção em si; a divulgação e
expansão; e o valor social criado pela inovação (idem).
Para o Instituto de Empreendedorismo Social (IES), que é uma
associação portuguesa sem fins lucrativos direccionada para este tema, perante
a falta de consenso acerca do conceito de empreendedorismo social, é preciso
adoptar como unidade de análise primordial o empreendedor social e as suas
iniciativas. Assim, define o empreendedor social como um catalisador de mudança
que resolve eficazmente problemas sociais. Acrescenta ainda que uma iniciativa
de empreendedorismo social deve demonstrar quatro critérios base: missão social
ou ambiental (resolver problemas sociais/ambientais negligenciados); impacto
social ou ambiental (transformar positivamente a sociedade a nível
social/ambiental); inovação (desafiar a visão tradicional e utilizar modelos de
negócio inovadores); escalabilidade ou replicabilidade (crescer e/ou
replicar-se noutro local geográfico) (IES) .
A maioria das empresas sociais centram-se em actividades
comerciais, rendimentos e empreendimentos lucrativos que dão apoio financeiro e
operacional aos tradicionais projectos sociais. Também têm suas raízes no
sector não lucrativo e tendem a limitar a sua influência nas entidades sem fins
lucrativo, excluindo implícita e explicitamente o sector público e organizações
com fins lucrativos (Phills, Deiglmeier,
& Miller, 2008) .
Existe um número crescente de iniciativas, a nível mundial, que desafiam os
obstáculos que aparentemente têm impedido as empresas e os negócios de oferecer
serviços ás populações mais empobrecidas. Estas iniciativas representam o
recente fenómeno no mundo dos negócios, que é o empreendedorismo social - social
entrepreneurship. Utilizando novos tipos de recursos e combinando-os de formas
inovadoras, as empresas sociais representam um vasto campo de descoberta de
novos modelos de propostas de valor (Seelos & Mair,
2005) .
Temos como exemplo o Instituto for One World Health nos
Estados Unidos da América, que surgiu como a primeira farmacêutica sem fins
lucrativos; o Sekem no Egito, uma organização que promove o desenvolvimento económico,
social, e cultural através do investimento dos lucros de diversas empresas; e o
Grameen Bank no Bangladesh, um banco fundado por Muhammad Yunus com o objectivo
de permitir o acesso ao crédito àqueles que de outra forma não teriam essa
possibilidade.
Estes
exemplos têm em comum o facto de desafiarem o status quo e a forma convencional
de se pensar sobre o que é viável. O empreendedorismo social tem revelado novos
caminhos e novas soluções, baseadas em necessidades locais e não nas premissas
centralizadas das grandes instituições sobre o que é preciso ser feito. O
empreendedorismo social também tem chamado a atenção da comunidade cientifica,
organizações internacionais, charities e empresas no que se refere aos esforços
para melhor compreender o fenómeno e
para reproduzir alguns dos modelos e processos de criação de valor
social. No entanto, a falta de teoria sobre empreendedorismo social pode ser um
impedimento para o reconhecimento necessário para que estas iniciativas cresçam
em escala e consigam fazer contribuições substanciais para erradicar a pobreza
nas suas diversas formas (idem)
O empreendedorismo social, como campo de inovação social,
tem o potencial de contribuir com novos conhecimentos para a área do
empreendedorismo, e também para o sector social mais abrangente. O
relacionamento entre o empreendedorismo social, a responsabilidade social das empresas e as
instituições públicas apresenta um grande potencial na descoberta de novas
formas de criação conjunta de valor, no apoio ao desenvolvimento sustentável. Cada
vez mais existem exemplos da colaboração entre empreendedorismo social e
organizações internacionais, ONG’s e organizações para o desenvolvimento. O
empreendedorismo social abre caminho para um futuro em que os gerentes das
grandes empresas encontram oportunidades de aprender e criar novos esforços
conjuntos segundo os seus interesses económicos, ao mesmo tempo que criam valor
social para aqueles que mais necessitam (Seelos & Mair, 2005) .
[1] Tradução livre do original
Referências:
Phills, J., Deiglmeier, K., & Miller, D. (Outono de
2008). Rediscovering Social Innovation. Stanford Social Innovation Review , pp.
34-43.
IES, I. d. (s.d.). IES. Obtido em Outubro de 2011, de
http://www.ies.org.pt
Seelos, C., & Mair, J. (48 de 2005). Social
entrepreneurship: creating new business models to serve the poor. Business
Horizons , pp. 241-246.
Artigo escrito por Rita Adónis
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Em breve...
Já sabemos o que é a economia social, e o que são ações humanitárias, ONGD e voluntariado. Mas o que é que isso tem a ver com a Ponte da Bica?
Será tudo explicado!
Em breve...
Será tudo explicado!
Em breve...
A Economia Social
O Estado e o mercado não têm a capacidade para satisfazer as
necessidades básicas fundamentais, concretamente, na oferta alimentar,
habitacional, de serviços sociais, de cultura e lazer e de infra-estruturas
locais de suporte. O Estado não consegue assegurar a redistribuição àqueles que
se encontram em situação de desvantagem económica e social e os potenciais
participantes no mercado não conseguem ter o necessário poder de financiamento
para criar os serviços necessários.
Como refere Coutinho (2003) é neste contexto de escassez que a
economia social reemerge, uma vez que o desenvolvimento de mercados locais
propõem inovação económica: a realização de objectivos sociais através de
actividades económicas e a criação de estruturas organizacionais que encorajem
todos os participantes no trabalho, num base cooperativa ou de reciprocidade. A
economia social surge, assim, como catalisadora de recursos para uma utilidade
social que não ignore exigências de rendibilidade económica, aproximando-se
assim da economia como um todo. Relativamente ao sistema económico vigente, o
terceiro sector surge no confronto entre a economia de solidariedade e de
natureza social, e a economia de competitividade e de eficiência económica de
mercado.
As iniciativas do terceiro sector surgem, assim, de défices
concretos e referem-se à provisão de bens e serviços que visam satisfazer
necessidades. Também são formas de auto-organização dos cidadãos que utilizam
estratégias de auto-ajuda a nível local, regional e também internacional. Podem
ser consideradas formas de manifestação da sociedade civil de uma nova
concepção de políticas, de democracia e de responsabilidade.
O sector da
economia social é de iniciativa privada mas resulta no restabelecimento de
actividades orientadas para a esfera pública. Implica a construção de
alternativas económicas, através do desenvolvimento de acções solidárias e
democráticas entre a instância pública e sectores da sociedade civil, que se
traduzem em modalidades inovadoras, de solidariedade, de cidadania, e promoção
da justiça e da equidade na repartição dos recursos, agindo no sentido de
colmatar desigualdades sociais injustas, geradoras de pobreza e de exclusão
social (Coutinho, 2003:90). Actualmente, são inúmeras as designações utilizadas
para o sector: economia social, terceiro sector, sector não lucrativo, economia
solidária, entre outros. Ainda de referir que as entidades da economia social, tal como reconhecidas pela
Lei de Bases da Economia Social, são as Instituições Particulares de
Solidariedade Social (IPSS) de natureza associativa, fundacional ou
equiparadas, organizações não governamentais (ONG), fundações e associações com
fins altruísticos que desenvolvam a sua actividade no âmbito científico,
cultural e da defesa do meio ambiente, cooperativas, e outras formas
associativas ou empresariais.
Referência:
Coutinho, M. (2003). Economia Social em Portugal - A Emergência do Terceiro Sector na Política Social. Lisboa: CPIHTS e APSS
Coutinho, M. (2003). Economia Social em Portugal - A Emergência do Terceiro Sector na Política Social. Lisboa: CPIHTS e APSS
Artigo escrito por Rita Adónis
domingo, 20 de maio de 2012
O que são ações humanitárias, ONGD e voluntariado?
A ajuda humanitária é, por definição,
toda e qualquer acção que contribua de forma imediata e eficaz para minimizar
os efeitos das catástrofes de várias naturezas junto das populações
directamente afectadas.
Trabalho
voluntário é a actividade desempenhada no uso e gozo da autonomia do
prestador do serviço ou trabalho, sem recebimento de qualquer prestação que se
traduza em remuneração ou auferimento de lucro. O trabalho voluntário tem se
tornado um importante factor de crescimento das Organizações Não-Governamentais
(ONGD), componentes do terceiro sector. É graças a esse tipo de trabalho que
muitas acções da sociedade organizada têm suprido o fraco investimento ou a
falta de investimento governamental em educação, saúde, lazer etc.
O trabalho
voluntário, ao contrário do que pode parecer, é exercido de forma séria e
muitas vezes necessita de especialização e profissionalismo, já que diversas
empresas, hospitais, clínicas e escolas precisam do auxílio de profissionais
formados em várias áreas. Em Portugal, o exemplo mais antigo e importante é
representado pelas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, pilar
fundamental do exercício "Vida por Vida".
Terceiro sector
é uma terminologia sociológica que dá significado a todas as iniciativas
privadas de utilidade pública com origem na sociedade civil. A palavra é uma
tradução de Third Sector, um vocábulo muito utilizado nos Estados Unidos
para definir as diversas organizações sem vínculos directos com o primeiro sector
(Público, o Estado) e o segundo sector (Privado, o Mercado).
As ONGD são associações da sociedade civil, sem fins lucrativos, que
acolhem no seu interior especificidades que as diferenciam do Estado e de
outras organizações e/ou instituições privadas. São instituições de
cariz social e cultural, muitas vezes com objectivos humanitários, e com
frequência inspiradas pelo pensamento social de confissões religiosas ou pelos
ideais de movimentos laicos.
O
movimento das ONGD é bastante heterogéneo, estando a sua criação relacionada
com diferentes circunstâncias, reflectindo diversas tradições e culturas. As
ONG podem ser classificadas de diferentes maneiras, segundo as suas
actividades, a sua influência geográfica, etc. Segundo o estatuto das Organizações
Não-Governamentais para o desenvolvimento (ONGD), estas são instituições da
sociedade civil constituídas por pessoas singulares ou colectivas de direito
privado sem fins lucrativos, com sede em Portugal. As ONGD têm por objectivos a
concepção, execução e apoio a programas e projectos de cooperação para o
desenvolvimento, de assistência humanitária, de ajuda de emergência e de
protecção e promoção dos direitos humanos. Uma ONGD pode revestir a forma de
associação, fundação, cooperativa ou organização canonicamente erecta, e não
lhe é permitido ter natureza político-partidária, sindical ou religiosa, nem
desenvolver actividades de cooperação militar.
Em
regra, as ONGD têm as seguintes áreas de intervenção: ensino, educação e
cultura; assistência científica e técnica; saúde, incluindo assistência médica,
medicamentosa e alimentar; emprego e formação profissional; protecção e defesa
do ambiente; integração social e comunitária; desenvolvimento rural; reforço da
sociedade civil, através do apoio a associações congéneres e associações de
base nos países em vias de desenvolvimento; educação para o desenvolvimento,
designadamente através da divulgação das realidades dos países em vias de
desenvolvimento junto da opinião pública.
Como
exemplos de ONGD temos a Cruz Vermelha, que surge em 1863 em Genebra. Em 1865 é
criado o Exército de Salvação e, em 1897 na Alemanha, nasce a Caritas. A seguir
à Segunda Guerra, em 1942, surge em Londres a Oxfam, em 1943, a Catholic Relief
Service e, em 1945, a American Co-operative Agency for Relief Everywhere
(CARE). Estas constituem a matriz da qual arranca a filosofia de actuação das
modernas ONGD.
Capítulo baseado nas definições de voluntariado, terceiro sector e ONGD
da Wikipédia disponível em www.wikipedia.org, e do site da IPAD (Instituto
Português de Apoio ao Desenvolvimento) disponível em www.ipad.mne.gov.pt
Artigo escrito por Rita Adónis
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